O que há de errado com o não saber?Em se perder no labirinto entre idas e vindas?Consegue perceber como tudo é frágil?Percebe que a vida anda louca?A vida anda tão louca desde relações às reações. Queria saber como melhor conduzir. Mas conduzo sempre para o mesmo lugar. Lugar tão comum e tão meu. Tão nosso no singular.
Você que me descortina, me desafina e me desatina nessa sina de não se permitir. E fica tudo escuro. Eu não gosto de estar no escuro. Mas é no escuro que te escrevo. E se não te conheço depois de tanto tempo é porque não acendestes a luz para mim. Ou fui eu que não tirei os óculos escuros?
Nunca estive tão servida para ser devorada. Nunca estive tão vulnerável. Fujo para o sorriso em busca de segurança, mas não sei como agir quando tenho medo. E é da queda dessa altura que você me fez subir que eu tenho medo.
Sabe aquele momento em que teu coração percebe que chegou alguém que pode não ficar o tempo que gostarias, mas que significa no teu instante, nos teus dias?Foi nesse momento que eu subi... E subi... E subi... Agora você força a minha descida com esse distanciamento.
Eu não gosto de despedidas. Ir embora me dói muito. Aperta o coração perceber e viver partidas. Existe muito espaço entre duas pessoas. Não espaço físico, me compreende?Por isso é tão importante aproveitar e brindar quando é fácil chegar ao outro. Sem preocupações com qualquer fato que impeça, sem abismos, sem altura, sem vão. Sem esses desassossegos em que me encontro. Sem saber se me atiro de uma vez ou se grito socorro.
Aspirinas e Amor.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Viva o comum. Aquele possível a todos. Porque muitas vezes é ouvindo o outro que descobrimos um fio de novidade que vira complemento que ilumina a nossa própria compreensão. Viva a simplicidade da percepção, que me faz falar, dividir, debater. Viva a palavra, tão necessária para que a vida faça sentido e funcione no ritmo certo de cada um. Viva ao ponto de encontro. As curvas, as ruas, o sim e o talvez, o olhar, o esbarrão, o sorriso, o eu te amo e as consequências dele, a consciência da liberdade, a possibilidade de um não, para cada um e para todos e para tudo, um viva. Todo mundo olha o mesmo espelho. Porque nos seus dias, cada um experimenta o que a vida oferece, o que o desejo sinaliza e assim seguem as vias congestionadas por onde todos passamos.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Eu não soube te reagir. Não posso te pedir perdão por isso, porque não saber é uma condição humana.
Eu confundo os sentidos/sentimentos (?) sempre!Então não me desculpe, apenas compreenda que eu não fui capaz de te compreender. Eu não desejo te perder de direção. Nem nos dias de festas e nem nos dias de luto.
Embora eu sempre confunda, todo esse tempo, toda essa troca, toda essa atenção mútua, TUDO se mantém forte e intacto, acredito.
Na falta de uma presença...
o que se realiza...
diferenças...
e um sorriso ai...
faz-se suspiro aqui.
Queria te dizer muitas palavras...
Mas o meu excesso embriaga.
Esse jogo que você me faz jogar não me atrai. Eu nunca aprendi as regras. Embora eu confesse que você me atrai, não por motivos físicos, mas por uma reunião de partículas que transitam entre afinidades, olhares, intimidades, além da solidão.
Olha, você não nos deixa encaixar, não somos um para o outro. Não mais. Tentar decifrar teus códigos indecifráveis me cansa e faz com que o nosso tempo se perca. Gosto de quem diz não querendo dizer não e de quem diz sim quando o sim é de verdade. Você não da respostas as minhas perguntas. Não posso ser um “nós” se você ainda é um “eu”.
Talvez eu esteja exausta. Talvez perdida. Talvez eu tenha que quebrar o protocolo na busca do que todo mundo busca. Nessa sina de não me sentir a dois, é preciso atear fogo ao corpo para perceber que as dores nos igualam no reflexo do espelho.
Sei um tanto de mim, ainda que não muito, apenas fragmentos de um saber quase sempre calculado, quase nunca inteligente. Nunca fui boa de cálculos. Sei de dores, mesmo que alheias, sei de amores, sei de alguns caminhos que passei e aprendi para poder voltar. Sempre fui intensa e não tenho certeza se isso me faz bem, mas é a minha intensidade que te estabiliza nos vendavais e é disso que você esta abrindo mão, sem consciência (?).
Sei que te amei da minha forma torta e sei também que você me conquistou da sua maneira reta. Não sei se você correspondeu em algum momento. Afirmar seria raso. Mas por um tempo – tempo este que só existiu para mim – eu acreditei no seu desejo de romper com urgência os ecos que te ensurdeciam e te deixavam tão solitário. Por noites pensei no teu sim que me pareceu tão verdadeiro e acreditei no teu não que soou tão perturbado aos meus ouvidos. Ensaiei tantas historias de um mais um. Até que você balançou tanto que me confundiu... E é nesse teu balançar que você me sopra e eu apago.
Vai que um olhar pra trás me faz voltar para frente e seguir...
terça-feira, 26 de abril de 2011
Clássico o ato de se entregar sem retribuição,de se perder em planos, em idéias,idealizações nunca concretizadas. Algumas noites dormindo pouco, um punhado de dúvidas , busca por esconderijo.Tudo isso confunde e ameaça.
Quem nunca se entregou ao desabafo em folhas brancas, para depois rasga-las com a mesma intensidade que as magoas forão ali descritas? Enfim amenidades que doem mas que um dia nos fazem perceber o quanto nos fortalece.
Quem nunca se entregou ao desabafo em folhas brancas, para depois rasga-las com a mesma intensidade que as magoas forão ali descritas? Enfim amenidades que doem mas que um dia nos fazem perceber o quanto nos fortalece.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Não fode minha paciência com seus discursos programados.Não gaste seu tempo listando suas falas decoradas pelo simples prazer de listar.Não,porque eu não vou ouvir.Chega dessa disputa barata.Não tenho mais vocação para alimentar qualquer figura amigavél por quem me escarnece.
Não me venha com tuas falsas dores.Se cada passo teu é teatral e precisa de platéia,solta da minha mão que agora caminharei só.Das minhas relações com o universo e com o que há nele,deixe que eu cuido.
Ando impaciente com quem não sabe ou nao têm o que dizer.Tu abres a boca e me apunhala.Quero palavras para trocar,não para disputar.Se posso discordar?Tenho o direito.Mas respeito.Sem pedras na mão. Se o real não te interessa,não te comove,entre em qualquer outro lugar do universo virtual.Só não encha a porra do meu saco.Porque a casa é minha ,eu tenho as chaves e aqui não tem lugar para você.
Não me venha com tuas falsas dores.Se cada passo teu é teatral e precisa de platéia,solta da minha mão que agora caminharei só.Das minhas relações com o universo e com o que há nele,deixe que eu cuido.
Ando impaciente com quem não sabe ou nao têm o que dizer.Tu abres a boca e me apunhala.Quero palavras para trocar,não para disputar.Se posso discordar?Tenho o direito.Mas respeito.Sem pedras na mão. Se o real não te interessa,não te comove,entre em qualquer outro lugar do universo virtual.Só não encha a porra do meu saco.Porque a casa é minha ,eu tenho as chaves e aqui não tem lugar para você.
domingo, 24 de abril de 2011
Dentro da confusão natural que é me perder nos meus proprios pensamentos, a vida aqui fora também se desencontra.Tanto medo do fim atropelar o meio.Ou de bater a porta antes do fim. E por mais que doa - e dói - tudo que consigo fazer agora sem parecer desmedida ou pesarosa é tentar aceitar os fatos.Afinal,tudo desmorona o tempo todo, mesmo no processo constante de construção.
Assim sigo...no embaralho.
Assim sigo...no embaralho.
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