O que há de errado com o não saber?Em se perder no labirinto entre idas e vindas?Consegue perceber como tudo é frágil?Percebe que a vida anda louca?A vida anda tão louca desde relações às reações. Queria saber como melhor conduzir. Mas conduzo sempre para o mesmo lugar. Lugar tão comum e tão meu. Tão nosso no singular.
Você que me descortina, me desafina e me desatina nessa sina de não se permitir. E fica tudo escuro. Eu não gosto de estar no escuro. Mas é no escuro que te escrevo. E se não te conheço depois de tanto tempo é porque não acendestes a luz para mim. Ou fui eu que não tirei os óculos escuros?
Nunca estive tão servida para ser devorada. Nunca estive tão vulnerável. Fujo para o sorriso em busca de segurança, mas não sei como agir quando tenho medo. E é da queda dessa altura que você me fez subir que eu tenho medo.
Sabe aquele momento em que teu coração percebe que chegou alguém que pode não ficar o tempo que gostarias, mas que significa no teu instante, nos teus dias?Foi nesse momento que eu subi... E subi... E subi... Agora você força a minha descida com esse distanciamento.
Eu não gosto de despedidas. Ir embora me dói muito. Aperta o coração perceber e viver partidas. Existe muito espaço entre duas pessoas. Não espaço físico, me compreende?Por isso é tão importante aproveitar e brindar quando é fácil chegar ao outro. Sem preocupações com qualquer fato que impeça, sem abismos, sem altura, sem vão. Sem esses desassossegos em que me encontro. Sem saber se me atiro de uma vez ou se grito socorro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário